O medo é inerente ao risco
O medo silencia as palavras
E as tornam imperfeitas, contidas em frases incompletas.
E em meio ao caos, a poesia torna-se pequena,tímida,mal elaborada
Mistura-se a sujeira
Não se escuta mais no barulho
E torna-se inexata!
Pois o silencio se sobressai com sua eloqüência
Inibida pela incerteza do ato.
E entre interferências, vozes, gagueira e mãos geladas
Naqueles pequenos instantes em que os olhos se encontram
Deixava-me transparecer sutilmente
Instintos primitivos de um ser transbordando sentimentos naufragados.
[levados pela correnteza do tempo, e desviados por influentes decepções!]
E assim, se fazia presente a mais bela de todas as poesias
Aquela que não precisa ser falada, para ser sentida, toda vez que te encontro.
Sofia Amundsen,junho 2010
Sofia Amundsen,junho 2010
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