A fala,A rima,O verso,A voz.
Tudo padronizado,indescritivelmente óbvio.
A luz,O som,O céu
banalmente dentro do seu mundinho cotidiano.
A palavra errada,A musica ousada,O protesto em alta!
Tudo fora do comun demais pra sua mente mecanizada,programada pra sucatear o que é certo.
Robô estereotipado humano por uma questão de orgulho próprio...
defeca tua opinião na privada de qualquer canal midiático sem concessão!
Se acha um intelectual digno de admiração e honrarias,quando não passa de um sugador de oportunidades alheias,contemplando sua propria vaidade como algo sublime e único.
Temos sorte da vida ser de devaneios, quando se há loucuras maiores como a realidade nua e crua de nossa sociedade.
Sofia Amundsen,02 de Agosto de 2011.
reticências...
terça-feira, 2 de agosto de 2011
segunda-feira, 14 de março de 2011
14 de março dia nacional da poesia!
Em homenagem ao nosso querido Castro Alves,hoje se comemora o dia nacional da poesia.Que tal escrever uma poema hoje ?Vamos lá,mostrem o eu-lirico que existe dentro de cada um de vocês!!!!!
Bem ,esse aqui é um dos poemas que gosto muito:
As sem-razões do amor
Eu te amo porque te amo,
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.
Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.
Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.
Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.Carlos Drummond de Andrade
Bem ,esse aqui é um dos poemas que gosto muito:
As sem-razões do amor
Eu te amo porque te amo,
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.
Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.
Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.
Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.
sábado, 5 de março de 2011
"Notas de um observador:existem milhoes de insetos almáticos" *
E descobrisse que a ciência,a religião,a economia,a politica,os governos,a história da humanidade,os grandes conflitos das nações,as teorias científicas,as teorias religiosas,o que você bebe,o que você come,o que você veste,o que você usa,as marcas que compra,seu celular,seu computador,o que você ouve,o que você assiste,o que você ler.
Todos os seus" heróis" que sempre admirou,Napoleão,Dom pedro I,Leonardo da Vinci,Galileu,Newton,Pitágoras,Sócrates,Platão,Nelson Mandela,Bob Marley,Os Beatles,Michael Jackson,Lady Gaga...a mída que fala,a midia que manda,que manipula informações dos noticiários de TV,as telenovelas.Todas essas suas distrações(no mais profundo sentido que tem essa palavra).
Salve,salve os feriados nacionais!!!
Salve,salve os feriados nacionais!!!
Todas as suas crenças,e suas supestições,todo seu pudor,toda a sua ética,seus 10% de inteligência utilizada,sua formação crítica da sociedade em que vive,para que servem ???toda a injustiça,toda a fome,a pobreza,o HIV,as epidemias,as consequentes vacinas,os forúns mundiais...para que existem??? E se você acordasse e descobrisse que passou a vida inteira sonhando?E se só tiver sido um sonho, no qual, pensou que um dia que acordaria ???
"Nosce te ipsum,Sócrates."**
* Trecho extraído da música: insetos interiores,da banda "O Teatro Mágico".
** Citação de Sócrates,filósofo grego.quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
Dezembro
Toca o telefone eu vou atender
Criando esperança achando que pode ser
Tantos outros querendo ser você
Quantas vezes?Já nem sei...uma,duas,três
Ninguém dirá que vivo só
Sempre rodeada, mas nunca firmo um nó
Prefiro ser solta igual a peça de dominó
Se perco ou se ganho
É só minha culpa. O meu desengano
Não preciso dizer que sofro meu pranto
Já que pra você tudo acabou
Não venha atrás dizer que se enganou
Pois quem sabe tudo mudará
E jamais, na sua frente eu vou estar
Prefiro dizer que não sinto sua falta
Mesmo que isso seja só uma farsa
O meu coração cheio de razão
Já não quer mais ouvir outro não
Agora vive solto como um passarinho
Que não quer mais fazer o seu ninho
Prefere viver por ai sozinho
Tentando encontrar outro caminho.
Sofia Amundsen,dezembro de 2010.
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
Inefável
Esta é a real morte
A que você consegue sentir que se faz morrer
A ausência de sentimento
O vago, vigarista, volúvel, volátil, voraz
Que vivamente vocifera vocabulário vulgo
Sentido da existência humana
Amor
Substantivo abstrato
Anafilaxia crônica
Um perfeito psicodrama psicotrópico
Sofia amundsen,08 de novembro de 2010
Rua Chile
O medo é inerente ao risco
O medo silencia as palavras
E as tornam imperfeitas, contidas em frases incompletas.
E em meio ao caos, a poesia torna-se pequena,tímida,mal elaborada
Mistura-se a sujeira
Não se escuta mais no barulho
E torna-se inexata!
Pois o silencio se sobressai com sua eloqüência
Inibida pela incerteza do ato.
E entre interferências, vozes, gagueira e mãos geladas
Naqueles pequenos instantes em que os olhos se encontram
Deixava-me transparecer sutilmente
Instintos primitivos de um ser transbordando sentimentos naufragados.
[levados pela correnteza do tempo, e desviados por influentes decepções!]
E assim, se fazia presente a mais bela de todas as poesias
Aquela que não precisa ser falada, para ser sentida, toda vez que te encontro.
Sofia Amundsen,junho 2010
Sofia Amundsen,junho 2010
algum lugar
Tomo o ônibus
Tudo parece estar bem
A rua, o trânsito, os meus comentários banais
À noite
Tudo serenamente bem
Vejo as estrelas
Sinto o vento levando tudo
E sigo no ônibus
Meio sem rumo, meio sem medo...
A noite segue alta e ainda não decidi
Talvez desejo ir em algum lugar
Talvez desejo apenas não ficar
Vai saber lá
Quando se está indo
Ou quando já não se estar
Sofia Amundsen,13 de novembro de 2010
Tudo parece estar bem
A rua, o trânsito, os meus comentários banais
À noite
Tudo serenamente bem
Vejo as estrelas
Sinto o vento levando tudo
E sigo no ônibus
Meio sem rumo, meio sem medo...
A noite segue alta e ainda não decidi
Talvez desejo ir em algum lugar
Talvez desejo apenas não ficar
Vai saber lá
Quando se está indo
Ou quando já não se estar
Sofia Amundsen,13 de novembro de 2010
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